Reunião do Conselho de Administração da EBC – 27/11/2017

      

No inicio da reunião pedi a palavra para fazer relato dos motivos que os empregados e empregadas estão em greve, e pedi para consignar em ata as moções pela exoneração do Diretor de Jornalismo, Lourival Macêdo e também do Diretor Presidente Laerte Rimoli.

Reforcei que é inadmissível o presidente de empresa pública ter comportamento racista, essa atitude não condiz com o perfil de um presidente de uma empresa que nasceu para informar e formar a consciência critica do cidadão sobre temas que precisam ser combatidos diariamente em nossos veículos da comunicação pública.

Essa exposição negativa tem trazido sistematicamente prejuízo para nossa empresa, por muito menos recentemente foi exonerado o diretor de operações, acusado de não achar uma solução para as rádios e expondo a Empresa.

Diante dos fatos relatados pedi ao conselho que manifestasse sua opinião.

O presidente do conselho Márcio Freitas disse que todos nós conselheiros e diretores precisamos tomar cuidado com nossas manifestações em rede sociais e que o assunto de exoneração do presidente e também do diretor de jornalismo são temas que não diz respeito ao conselho por se tratar de prerrogativa da presidência da república.

O presidente da EBC Laerte Rimoli se limitou a dizer que não publicou, mas que compartilhou as publicações.

  • Foi aprovado o realinhamento do mapa estratégico da EBC.

Com meu voto contrário na questão onde tiram a referência de empresa pública de comunicação, para empresa de comunicação. Nessa discussão o presidente do conselho disse que entende que toda a comunicação é pública, que a Globo faz comunicação pública, eu disse a ele que o conceito é totalmente diferente, que uma coisa é informar o cidadão (globo) e outra coisa é informar o cidadão com icensão, com visão em valores e princípios éticos, sociais e público. (assim deve ser a EBC).

Houve uma discussão sobre o tema que tratava de “fortalecer os serviços de Estado” protestei que estavam invertendo a concepção da Lei da EBC que diz que somos uma empresa pública que presta serviço ao governo ou a qualquer outro agente público. Alertei aos presentes que mesmo desfigurada a lei da EBC nasceu por força da constituição que diz da necessidade de complementariedade entre comunicação privada de governo e comunicação pública.

No fim consegui apoio da conselheira representante do ministério da cultura, Claudia Pedrozo que sugeriu uma redação que condiz com nosso papel, sobre carteiras e serviços que podemos produzir.

Sobre a estratégia da EBC critiquei o que vem ocorrendo com as repetidoras da TV Brasil que estão sendo desligadas, disse que isso é falta de estratégia e um claro desmonte da empresa, o presidente Laerte Rimoli se limitou a dizer que estão sendo desligadas por falta de recursos.

  • Foi aprovado os fatores de riscos institucionais.

Nesse item da pauta discutimos os riscos operacionais e administrativos da EBC.

Coloquei que a EBC precisa monitorar as constantes ações de gestores que tem levado a empresa acumular um passivo na justiça trabalhista e civil de mais de 100 milhões de reais, que é preciso orientação e capacitação para esses gestores que constantemente colaboram para esse passivo aumentar com suas ações de assédio e também desconhecimento de normas e ACT.

Cobrei o parecer jurídico que trata da diminuição dos valores das funções, informarções iniciais dão conta que não poderá ser reduzido os valores das funções inviabilizando a tão alardeada economia.

Quero lembrar que sou o maior defensor das reduções de valores das funções com o objetivo que essa economia seja direcionada para nosso Plano de Cargos e Salários, e que diminua a disparidade entre salário base e funções, mas tenho a responsabilidade de cobrar que isso ocorra dentro da legalidade para não trazer mais passivo para a EBC, cobrei estudo junto a SEST que é quem autoriza essas funções para avaliação do conselho, além do parecer jurídico que ainda não foi apresentado.

Por fim  pedi que a diretora geral  Christiane Samarco avalie a questão dos empregados e empregadas

que estão nos escritórios regionais para atender as demandas da NBR e que estão sendo devolvidos, há casos com colegas com problema de saúde em tratamento e necessita permanecer na praça, ela disse que por falta de demanda precisa fazer o remanejamento e que irá analisar os casos que ela classificou como ‘’humanitários’’.

Edvaldo Cuaio

Conselheiro representante dos empregados e empregadas no CONSAD

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